Nesta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente o fim do período de alerta de pandemia da chamada Gripe H1N1, ou Gripe A. "O mundo não está mais na fase seis de alerta pandêmico", anunciou a diretora da PMS, Margaret Cham, numa teleconferência com a imprensa mundial. Segundo ela, o vírus H1N1 completou seu ciclo e chega ao fim, levando as autoridades sanitárias a instalar o chamado período de pós-pandemia.
Desde que foi identificado o vírus, em 21 de abril de 2009, na América do Norte, mais especificamente no México, 18,5 mil pessoas em todo o mundo morreram em decorrência da doença. Isto levou a OMS a anunciar, em 11 de junho de 2009, o alerta pandêmico, o primeiro do século XXI.
Especialistas já vinham afirmando que o vírus H1N1 poderia estar num processo de transformação. Segundo o chefe do Departamento de Patologia e Doenças Infecciosas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, Sherif Zaki, o H1N1 pode estar se transformando e adquirindo uma patologia semelhante à do vírus da influenza sazonal, que provoca a gripe comum.
O balanço foi publicado esta semana pelas agências de notícias mundiais. Zaki explica que o H1N1 continuará circulando e que os surtos podem voltar a ocorrer, mas com o avanço do conhecimento sobre as possíveis mudanças em suas características, o desenvolvimento de novas vacinas e a continuidade das campanhas de educação e prevenção, os riscos serão baixos. Por outro lado, as pesquisas têm mostrado que, nos casos fatais de influenza, a incidência de coinfecções com bactérias é maior do que se imaginava. "O vírus H1N1 abre as portas para bactérias, danificando as defesas do corpo. É importante saber quais são as bactérias com maior incidência nesses casos, pois temos vacinas também para algumas delas. Este é um componente muito importante para a prevenção, não só para a influenza, mas também para outras bactérias associadas — em especial, a infecção por estreptococos, que sabemos ser comum entre pacientes de gripe", afirma o especialista.
Ele assegura que as vacinas são eficientes em 60% a 70% dos casos, e altamente recomendadas para os muitos jovens ou muito idosos, e também para pessoas com doenças como diabete, câncer ou asma. "Grupos suscetíveis a essas e outras doenças devem tomar a vacina", assegurou.
De acordo com informações da Agência Brasil, o fim do alerta de pandemia não provocará a suspensão das atividades de vigilância e combate ao vírus. "Experiências anteriores indicam que é esperado que o Influenza H1N1 continue a circular como um vírus sazonal, afetando pessoas dos chamados grupos de risco, que incluem crianças, mulheres grávidas e pessoas com problemas respiratórios ou com doenças crônicas – como asma e diabete.
No final do mês passado, o Ministério da Saúde anunciou que 88 milhões de brasileiros haviam sido imunizados contra a doença.
Números
No Paraná, de acordo com o 12º Boletim Epidemiológico divulgado no dia 3, foram notificados 5.942 casos desde o início de 2010. Destes, 1.623 foram confirmados e outros 3.125, descartados. Devido a complicações em seus quadros clínicos, 16 pacientes morreram. As regiões com o maior número de casos confirmados são Maringá (630), Londrina (508), Curitiba e Região Metropolitana (202).
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
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