Encerram hoje (30), no Centro Comunitário da Vila C, as atividades das oficinas de alimentação saudável, plantas medicinais, gerenciamento de resíduos e gincana ecológica, especialmente para os profissionais das várias regiões cadastrados na Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu. As atividades foram promovidas pela Secretaria do Meio Ambiente e Obras, em parceria com o Instituto Lixo e Cidadania e Movimento Nacional dos Catadores e apoio do Banco do Brasil.
Segundo a educadora ambiental Ângela Meira, “as oficinas atendem solicitação dos trabalhadores e têm como objetivo, o trabalho da coleta seletiva e a utilização de recursos alternativos no cotidiano dos agentes”, disse. Também levam em conta os assuntos de interesse dos catadores revelados em pesquisa feita pelo Movimento Nacional dos Catadores/Prefeitura de Foz. Para atender a demanda, os trabalhadores foram divididos em três grupos.
As oficinas iniciaram no dia 28. Na programação, um curso sobre plantas e ervas medicinais com foco no tratamento fitoterápico, por especialistas da área. Em detalhes, foram repassadas as propriedades e aplicações de cada uma das plantas na cura de várias doenças.
Na sequência, curso sobre alimentação e cozinha alternativa, com reaproveitamento de alimentos (cascas, talos, folhas e sementes), na confecção de diversos pratos nutritivos. Em aula prática, todos puderam “provar” do almoço produzido essencialmente com o reaproveitamento destes alimentos.
No cardápio: caldo de ossos, bolo de casca de banana, feijão com talos, folhas e cascas, maionese sem ovo, suco de couve com casca de limão, "fanta" caseira com casca de cenoura, além de receitas de outros pratos alternativos. No geral foram repassadas orientações nutricionais sobre os alimentos para uma vida saudável.
Aterro - O programa incluiu uma visita ao aterro sanitário, onde todos puderam conhecer o sistema de tratamento dos resíduos. “É que mesmo trabalhando com a coleta seletiva, grande parte dos catadores não conhecia o sistema de tratamento de lixo na cidade e é necessário que eles conheçam esta realidade”, afirmou Ângela.
Após a visita ao aterro, os trabalhadores participaram de uma gincana ecológica com dinâmicas e jogos ambientais, como forma de interação, entre eles, e também para que com as informações todos possam se aperfeiçoar na profissão. “As atividades foram baseadas no que eles aprenderam durante o dia", disse a educadora.
As oficinas contaram com a participação de agentes ambientais das regiões da AKLP, Vila C, Cidade Nova, Jardim Canadá, Porto Belo, Morumbi, Porto Meira e Campos do Iguaçu.
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