sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Amanhã (5) é dia de combate ao câncer de pele

O câncer de pele, que é o de maior incidência no Brasil, segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é tema de uma campanha nacional que será realizada neste sábado. No Paraná, a Campanha Nacional de Prevenção abrangerá nove municípios, entre eles, Foz do Iguaçu. O atendimento gratuito à população iguaçuense será realizado no Centro de Especialidades Médicas, na Avenida Paraná, das 8h às 16 horas.
A mobilização faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Esta é a 11ª edição da campanha, que terá cobertura simultânea em 23 Estados.

O objetivo deste ano é superar a marca de 43.800 consultas alcançadas em 2008, e desta vez os atendimentos serão realizados por oito horas ininterruptas, em vez de seis, como ocorria antes. Outra novidade é o lançamento de um Tour de Prevenção, que será realizado nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Os pacientes serão atendidos pelas equipes médicas e aqueles que apresentarem suspeita de câncer da pele serão encaminhados para tratamento totalmente gratuito. Nos postos também estão previstas atividades educativas, como aulas expositivas que trazem orientações sobre fotoproteção e dicas de como identificar o câncer de pele.

Os números observados no ano passado são preocupantes, de acordo com as informações da assessoria da SBD. Do total de pessoas examinadas, 65,4% confessaram tomar sol sem qualquer proteção, e 10,8% foram diagnosticadas com câncer de pele. Cerca de 350 indivíduos — o que corresponde a 0,8% do total — apresentaram melanomas malignos, que são considerados o câncer de pele mais perigoso.

A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer de pele. A doença é identificada por um tumor formado por células que sofreram uma transformação e multiplicaram-se de maneira desordenada, dando origem a um novo tecido. Trata-se de uma doença aparente, ou seja, é fácil de ser observado. O local afetado pode apresentar cor escura, aumenta de volume ao longo do tempo, sangra com facilidade e tem aspecto verrugoso que não cicatriza. Além do uso dos protetores solares, recomenda-se a exposição adequada ao sol — antes das 10h e depois das 16 horas. O uso de camiseta, chapéu e guarda-sol também é recomendado.

Mesmo em dias nublados, o filtro solar deve ser usado. O surgimento de sardas — mais visíveis em pessoas de pele clara — é um sinal de que a pele já foi submetida à radiação excessiva ao longo do tempo e, por isso, a pigmentação foi alterada, o que significa um risco maior de adquirir o câncer da pele. O bronzeamento por máquinas também é extremamente nocivo, segundo os especialistas. A radiação emitida por estes equipamentos é mais intensa que a natural e aumenta em 75% o risco de ter a doença. (Com informações da Assessoria)

Negros

Segundo a dermatologista Daniela Schmidt Pimentel, embora com uma incidência muito menor, o câncer de pele também se manifesta em pessoas da raça negra, que costumam apresentar com maior frequência do que os brancos um tipo mais agressivo de câncer, chamado melanoma acral, que acomete as extremidades do corpo, como mãos e pés.

Este tipo de câncer é pouco frequente entre os melanomas (de 2% a 8% dos casos de câncer de pele), porém, é mais comum entre as pessoas de pele negra. O dado surgiu de uma pesquisa publicada pela Revista Archives of Dermatology, desenvolvida pelo Programa Nacional do Câncer nos Estados Unidos e que acompanhou mais de 1,4 mil pacientes com melanoma acral tratados em 17 centros de oncologia daquele país, entre os anos de 1986 e 2005. Os especialistas participantes do estudo avaliaram a incidência da doença e a taxa de sobrevida dos pacientes.

Os resultados da pesquisa indicaram que a proporção de melanoma acrolentiginoso, em relação aos demais subtipos de melanomas, foi maior entre os negros — 36% dos pesquisados apresentavam o problema. De acordo com o trabalho, os negros representam 10% dos casos de melanoma, com a localização mais comum sendo nas extremidades das mãos, região plantar e sob as unhas. Os primeiros sinais surgem com manchas de cor castanho-enegrecida e bordas irregulares. E o período de evolução é de aproximadamente dois anos e meio, quando surgem elevações e nódulos. Por Mayara Godoy, GI.

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