O secretário de Saúde de Foz do Iguaçu Chico Brasileiro anunciou ontem (9) em entrevista na RPC TV, a implantação de um sistema de avaliação por desempenho dos servidores da pasta, a ter início com os profissionais do PSF (Programa Saúde da Família), já no próximo mês. O assunto será pauta da reunião do Conselho Municipal de Saúde, nesta quinta (10) e deve ser avaliado pela Câmara de Vereadores. A proposta quer melhorar os serviços da Atenção Básica de Saúde e premiar funcionários que conseguirem alcançar metas pré-definidas nos serviços primários e aumentar a produtividade individual.
Segundo Brasileiro, "para acompanhar o rendimento dos profissionais, bem como as metas a serem atingidas, uma comissão deve ser formada. A proposta terá como base 12 indicadores que vão apontar a evolução do trabalho das equipes. A prevenção entra nesses indicadores, já que o PSF tem sua característica maior na área preventiva, o atendimento e o controle de grupos como diabéticos e hipertensos e a inclusão de novos pacientes nos programas de assistência. Um conjunto de medidas que deve refletir na qualidade dos serviços prestados", disse.
O município tem atualmente 37 equipes do PSF atendendo na rede municipal. Para o secretário, a gratificação deve refletir no coletivo e fortalecer o vínculo entre as comunidades assistidas e equipes. Melhorando o atendimento e acompanhamento primário, a tendência diminuir os encaminhamentos de urgência e emergência que hoje congestionam as unidades", disse. Atualmente, um médico do PSF recebe o salário de R$ 10,5 mil pelo município, enquanto enfermeiros com contratos mais recentes, recebem R$ 3 mil.
A Secretaria da Saúde também quer reduzir os impactos financeiros causados pelo elevado número de internações e o custo com especialidades. "Será um investimento que permitirá a redução de custos na outra ponta, principalmente nas áreas de especialidades e hospitalar". O índice inicial para a gratificação dos profissionais do PSF será de 10%. Posteriormente o benefício deve se estender aos demais servidores. Para o secretário, "os resultados que devem aparecer em forma de redução das despesas com encaminhamentos e exames, justificam o investimento".
quinta-feira, 10 de março de 2011
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