segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Encontro discute a homossexualidade

Realizado pelo segundo ano consecutivo, o Seminário Municipal sobre Homossexualidade e Direitos Humanos reuniu dezenas de pessoas no sábado, 25, que discutiram formas de garantir seus direitos. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Foz, por meio do Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais, teve como foco principal a criação de um Centro de Referência LGBT — lésbicas, gays, travestis, transexuais e transgêneros, local de defesa dos direitos destes cidadãos que, simplesmente por sua orientação sexual, sofrem discriminação, violência e são marginalizados. O seminário ainda se configurou como um passo importante para a realização, em médio prazo, de uma conferência municipal LGBT.

Inicialmente, o seminário contaria com a palestra de Igo Martini, da Secretaria-Geral LGBT da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República. No entanto, Martini não pôde comparecer e em seu lugar Marcio Marins, da Associação Paranaense da Parada da Diversidade, falou sobre a criação do centro.

Na primeira edição do evento, em 2009, os participantes elegeram propostas e criaram três grupos de trabalho que atuaria na construção de políticas para a comunidade LGBT nas áreas da saúde, educação e direitos humanos. Desde então, as proposições foram trabalhadas com os grupos e enviadas aos órgãos competentes, por meio da coordenadora do Programa Municipal de HIV/Aids - Rosa Jeronymo Lima. Porém, como explicou um dos organizadores do evento, o agente de saúde Paulo César do Nascimento, se aconteceram avanços palpáveis, ainda é muito cedo para se dizer.

"As propostas eleitas são ideias de políticas públicas para ser desenvolvidas pelo município no seu âmbito de trabalho. Mas estamos trabalhando para isso. Temos entrando em contato com a assistência social do município e aos poucos temos trabalhado algumas das propostas discutidas no seminário. Mas ainda é muito pouco perto da magnitude do tema e da amplitude de propostas que foram constituídas no primeiro seminário. Mas vamos continuar trabalhando em cima das propostas", disse Nascimento.

Conferência

A intenção de se prosseguir atuando é em razão de o ideal dos integrantes do movimento seja implantar em Foz não apenas as propostas eleitas no seminário anterior, mas as proposições aprovadas na 1ª Conferência Estadual LGBT, realizada Curitiba em 2008, mas que só agora possui seu documento formal. "Nossas propostas, que se resumiram a educação, saúde e direitos humanos, quando se fez a conferência, que teve uma amplitude muito maior, tratou de questões de segurança, previdência. Então nossa ideia é juntar as propostas do ano passado, com as da conferência e com tudo isso trabalhar dentro do município".

Por este motivo o segundo seminário discutiu a criação do centro de referência. A intenção é que o local passe a atuar para trabalhar na efetivação das propostas, tanto da conferência estadual quanto do seminário.
"Eu acredito, e estamos trabalhando para isso, que em 2011 ou 2012 a gente consiga fazer a 1ª Conferência Municipal LGBT em Foz. A importância é que o que sai de uma conferência, que tem chamamento pelo Executivo, acaba tendo um peso. O que é proposto e aprovado tem de ser feito. Por isso nossa ideia é que consigamos fazer em Foz uma conferência também. Pois aí sim poderíamos tentar enraizar no município a questão dos direitos humanos à comunidade LGBT. Mas ainda é algo que se planeja para um futuro próximo. Mas nosso evento acaba sendo um trampolim para um processo maior", analisou Oliveira.

Coordenadora do Programa DST/Aids, Rosa Jeronymo disse acreditar que desde a realização o primeiro seminário, pessoas começaram a ter um entendimento maior sobre a questão dos LGBT, o que diminuiu o preconceito. "Temos trabalhado ao logo deste ano: fizemos reuniões com representantes de todas as unidades de saúde, tentando fazer com que estas pessoas (os profissionais) facilitem o acesso, diminuam o preconceito. Eu acredito que as mudanças vão por aí. É uma mudança que não temos como medir, a princípio. Mas acredito firmemente (na diminuição do preconceito", avaliou.

Mesmo sendo da área da saúde, Rosa destacou que o programa pode atuar para a implantação do centro de referência, que "é uma luta da população LGBT" que embora não está diretamente relacionado à saúde, pode estar ligada a ela. "Nós queremos firmemente, é uma questão política também e a gente espera que consigamos articular com a gestão municipal para que a gente de fato traga (o centro)".

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Pelo pelo segundo ano consecutivo, o Seminário Municipal sobre Homossexualidade e Direitos Humanos reuniu dezenas de pessoas no sábado, 25, que discutiram formas de garantir seus direitos. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Foz, por meio do Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais, teve como foco principal a criação de um Centro de Referência LGBT — lésbicas, gays, travestis, transexuais e transgêneros, local de defesa dos direitos destes cidadãos que, simplesmente por sua orientação sexual, sofrem discriminação, violência e são marginalizados. O seminário ainda se configurou como um passo importante para a realização, em médio prazo, de uma conferência municipal LGBT.

Inicialmente, o seminário contaria com a palestra de Igo Martini, da Secretaria-Geral LGBT da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República. No entanto, Martini não pôde comparecer e em seu lugar Marcio Marins, da Associação Paranaense da Parada da Diversidade, falou sobre a criação do centro.

A primeira edição do evento, em 2009, os participantes elegeram propostas e criaram três grupos de trabalho que atuaria na construção de políticas para a comunidade LGBT nas áreas da saúde, educação e direitos humanos. Desde então, as proposições foram trabalhadas com os grupos e enviadas aos órgãos competentes, por meio da coordenadora do Programa Municipal de HIV/Aids - Rosa Jeronymo Lima. Porém, como explicou um dos organizadores do evento, o agente de saúde Paulo César do Nascimento, se aconteceram avanços palpáveis, ainda é muito cedo para se dizer.

"As propostas eleitas são ideias de políticas públicas para ser desenvolvidas pelo município no seu âmbito de trabalho. Mas estamos trabalhando para isso. Temos entrando em contato com a assistência social do município e aos poucos temos trabalhado algumas das propostas discutidas no seminário. Mas ainda é muito pouco perto da magnitude do tema e da amplitude de propostas que foram constituídas no primeiro seminário. Mas vamos continuar trabalhando em cima das propostas", disse Nascimento.

Conferência
 intenção de se prosseguir atuando é em razão de o ideal dos integrantes do movimento seja implantar em Foz não apenas as propostas eleitas no seminário anterior, mas as proposições aprovadas na 1ª Conferência Estadual LGBT, realizada Curitiba em 2008, mas que só agora possui seu documento formal. "Nossas propostas, que se resumiram a educação, saúde e direitos humanos, quando se fez a conferência, que teve uma amplitude muito maior, tratou de questões de segurança, previdência. Então nossa ideia é juntar as propostas do ano passado, com as da conferência e com tudo isso trabalhar dentro do município".

Por este motivo o segundo seminário discutiu a criação do centro de referência. A intenção é que o local passe a atuar para trabalhar na efetivação das propostas, tanto da conferência estadual quanto do seminário.

"Eu acredito, e estamos trabalhando para isso, que em 2011 ou 2012 a gente consiga fazer a 1ª Conferência Municipal LGBT em Foz. A importância é que o que sai de uma conferência, que tem chamamento pelo Executivo, acaba tendo um peso. O que é proposto e aprovado tem de ser feito. Por isso nossa ideia é que consigamos fazer em Foz uma conferência também. Pois aí sim poderíamos tentar enraizar no município a questão dos direitos humanos à comunidade LGBT. Mas ainda é algo que se planeja para um futuro próximo. Mas nosso evento acaba sendo um trampolim para um processo maior", analisou Oliveira.

Avanços

Coordenadora do Programa DST/Aids, Rosa Jeronymo disse acreditar que desde a realização o primeiro seminário, pessoas começaram a ter um entendimento maior sobre a questão dos LGBT, o que diminuiu o preconceito. "Temos trabalhado ao logo deste ano: fizemos reuniões com representantes de todas as unidades de saúde, tentando fazer com que estas pessoas (os profissionais) facilitem o acesso, diminuam o preconceito. Eu acredito que as mudanças vão por aí. É uma mudança que não temos como medir, a princípio. Mas acredito firmemente (na diminuição do preconceito", avaliou.

Mesmo sendo da área da saúde, Rosa destacou que o programa pode atuar para a implantação do centro de referência, que "é uma luta da população LGBT" que embora não está diretamente relacionado à saúde, pode estar ligada a ela. "Nós queremos firmemente, é uma questão política também e a gente espera que consigamos articular com a gestão municipal para que a gente de fato traga (o centro)".

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