Será realizado nesta quarta-feira (15), a partir das 8h30, no auditório da Vigilância em Saúde, um encontro para tratar do plano de contingência da dengue em 2010/2012. A iniciativa considera o problema crescente no mundo, principalmente em países como a Indonésia, Índia, Paraguai, Brasil e até na Argentina, que já aparece com grande número de casos.
Além de discutir o plano de contingência da dengue, a reunir deve estabelecer fluxos de atendimento de acordo com a classificação de risco e ainda apresentar um perfil epidemiológico da epidemia de dengue em 2010. Participam, o secretário de Saúde, Luis Fernando Zarpelon, diretores de Saúde, coordenadores das Unidades Básicas de Saúde, do Laboratório Municipal, da Epidemiologia e do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).
Segundo a Epidemiologia, o Paraná vem acompanhando o aumento do número de casos, com registro de vários casos da doença, inclusive em municípios até então livres da doença. Em Foz, a dengue tem se comportado de modo endêmico nesta década, com registro de várias epidemias. Nos últimos três anos a gravidade dos sintomas tem aumentado, culminando com quatro mortes por dengue, demonstrando uma tendência para os próximos anos.
A preocupação também tem em vista a entrada do vírus do tipo quatro no Brasil, o que faz aumentar o nível de alerta, pois toda a população fica suscetível à doença. Em Foz, o CCZ mantém vigilância permanente contra o mosquito transmissor (Aedes aegypti), e orienta a população para o combate, que consiste basicamente na eliminação de focos (água parada).
A ação também considera a chegada do verão, quando é necessário reestruturar os serviços para o enfrentamento de uma possível epidemia de maneira eficaz e com resultados satisfatórios. O planejamento das ações tem como objetivo preparar o sistema de saúde, diminuindo a morbidade e os índices de mortalidade.
O plano de contingência a ser elaborado neste encontro, segue orientações do Programa Nacional de Controle da Dengue, que no Pacto pela Saúde (2020/2011) estabeleceu entre os objetivos, a redução da letalidade nos casos graves de dengue. As metas incluem ações eficazes no que diz respeito à qualidade na assistência, organização dos serviços, acessibilidade e manejo adequado dos pacientes.
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