quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Campanha antirrábica já vacinou 23 mil animais

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Foz do Iguaçu já vacinou até agora mais de 23 mil animais entre cães e gatos. A campanha encerra no próximo dia 31 e a meta é vacinar 58 mil animais. O trabalho das equipes começou no último dia 9 nos vários bairros da cidade. Diariamente cerca de 80 casas são visitadas. Quando o proprietário não é encontrado, um aviso é afixado para que ele leve o animal até o CCZ. Os trabalhos acontecem das 8h às 12 horas e das 13h às 19 horas. No centro, a vacina será ofertada gratuitamente até o final do ano.

A vacinação será feita somente em cães e gatos domiciliados. "Até 2008, retornávamos no final de semana para fazer a vacinação, mas agora, para ganhar mais agilidade, pedimos para que os donos venham ao CCZ, ou mesmo vacinem seus cães e gatos em clínicas veterinárias", disse o veterinário Jairo Adams, do CCZ. Apesar de a cidade não registrar casos de raiva há oito anos, os cães que vivem na rua não serão imunizados.

A vacinação é feita de casa em casa e quando realizada, um certificado de imunização é dado ao dono do animal. A vacina contra a raiva não oferece contra-indicações aos imunizados. A solicitação é que as pessoas recebam bem os agentes e auxiliem na vacinação de seus bichos de estimação. "O agentes estão uniformizados e identificados".

A raiva ou hidrofobia é causada por um vírus e pode levar à morte, manifestando-se tanto no animal quanto no homem. Sem cura, a prevenção é a única ferramenta contra a doença. O agente causador da raiva pode infectar qualquer animal de sangue quente, porém, só irá desencadear a doença em mamíferos. Nos casos de suspeita, o aviso deve ser dado ao CCZ. O exame para confirmação é feito somente após a morte do animal, quando o material é coletado em encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Curitiba.

Doença

A raiva, ou hidrofobia, é causada por um vírus e pode levar à morte, manifestando-se tanto no animal quanto no homem. Sem cura, a prevenção é a única ferramenta contra a doença. O agente causador da raiva pode infectar qualquer animal de sangue quente, porém só irá desencadear a doença em mamíferos.

O vírus da raiva tem um modo de transmissão característico, já que a infecção de novos hóspedes por mordida depende da sua capacidade de provocar agressividade no doente. O vírus atinge os centros nervosos do cérebro que controlam o comportamento. O vírus está presente na saliva do animal e é introduzido nos tecidos após a integridade da pele ficar comprometida pela mordida.

A progressão nos animais é semelhante à nos seres humanos. Os animais selvagens perdem o medo, e os mais dóceis de estimação tornam-se agressivos, arredios à luz e apresentam aumento no globo ocular.

É importante que pessoas mordidas por animais selvagens ou cães não vacinados, mesmo que não saibam se estavam raivosos, consultem imediatamente o médico e recebam a vacina no próprio dia ou no dia seguinte.

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