Em visita ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, ontem à tarde, o governador, Orlando Pessuti reafirmou o compromisso do Estado em repassar ao município cerca de R$ 3 milhões que ainda faltam para a conclusão da unidade iguaçuense. O município espera concluir a obra dentro de 90 dias e, segundo o governador, o Estado tem condições de contribuir para que este prazo seja o suficiente para o término do espaço. "Todos os recursos que foram assegurados para repassar às estruturas hospitalares do Paraná estão devidamente programados dentro do nosso orçamento. É uma quantia grande, mas que para o Estado, não há nenhum problema em resolver isso neste espaço de tempo", afirmou Pessuti.
De acordo com o governador, os investimentos no setor da saúde não devem parar, e Foz possui "crédito" com o governo paranaense. "Nós vamos continuar investindo em todo o Paraná e Foz não será, de forma alguma, esquecida. Já colocamos nesta construção algo em torno de R$ 5,7 milhões, um valor importante, mas bem menos do que se nós tivéssemos de construir por iniciativa do Estado um hospital. Eu entendo que Foz tem, na área da saúde, do ponto de vista de investimento, um crédito com o governo do Paraná e, certamente, neste ano ainda, haveremos de estudar outras maneiras, seja de recursos ou de equipamentos, para que possamos apoiar Foz. Com isso, na realidade, estaremos apoiando também o Paraguai e toda a região do Extremo-Oeste", reconheceu Pessuti.
Sobre as instalações, o governador considera o serviço oferecido de alta qualidade. "É uma estrutura muito boa, muito bem idealizada, projetada e construída. Eu pude observar que, mesmo as pessoas que estão aqui internadas com problema de saúde ou por acidente, demonstram que estão satisfeitas com o que está acontecendo com elas, que é o bom atendimento que vem sendo prestado", observou.
Brasiguaios
Pessuti declarou, também, que as autoridades do governo estadual têm tratado do assunto ‘brasiguaios’ e que o Estado espera contribuição federal para solucionar este problema que prejudica toda a rede de saúde municipal — que acaba dispondo de verba não recebida para atender no município a brasileiros radicados no Paraguai.
Estas pessoas não são contabilizadas no número de atendimentos do governo federal e acabam utilizando recursos repassados apenas a brasileiros que vivem aqui. "O assunto é do nosso conhecimento e está sendo cuidado pelo nosso secretário e pela equipe de governo. Temos de encontrar um mecanismo em que o governo federal possa atribuir um valor maior ao teto destinado a Foz para atender à demanda da cidade, da região e também de brasiguaios", concluiu o governador que, na sequência, visitou o prédio do Colégio Agrícola. SN,GI.
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