sexta-feira, 9 de abril de 2010

Amanhã (10) é dia "D" contra a gripe H1N1

A Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu promove amanhã (10), das 8 às 13 horas, em todas as unidades de Saúde do município, a campanha de vacinação contra a gripe H1N1, especialmente para pessoas de 20 a 29 anos, além de seguir vacinando gestantes, crianças de seis meses a dois anos e doentes crônicos. Vacinadores também estarão ministrando a dose no Shopping JL e nos supermercados Muffato do Terminal e Big.


Os grupos, considerados de risco pelo Ministério da Saúde seguem sendo vacinados até o dia 23 de abril em todas as unidades de Saúde. A meta é imunizar pelo menos 80% do grupo de jovens (20 a 29 anos), estimado em 35,1 milhões de pessoas no país. Essa faixa etária foi a que teve o maior número proporcional de casos de doenças respiratórias graves causadas pelo novo vírus no ano passado: 24% do total de 44.544 casos no Brasil. No total, o grupo também concentrou 20% das mortes ocorridas em 2009 (ao todo, foram 2.051).

A coordenação da Epidemiologia do município explica que as gestantes seguem sendo vacinadas em todas as etapas, conforme MS e também da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Para o grupo não é necessário comprovação da gestação. De qualquer forma, é solicitada a Carteira de Gestante e caso a mesma não tenha, vacinar e encaminhar para pré-natal. A comprovação da vacina deve ser feita no documento utilizado para o registro de outras vacinações (caderneta, cartão ou comprovante).

Crônicos - Esse grupo precisa ser protegido por já se encontrar em situação de vulnerabilidade, podendo apresentar quadros de maior gravidade e morte, conforme o registrado na pandemia da gripe no ano passado. Estão incluídas no grupo: obesos mórbidos incluídos nos seguintes parâmetros: crianças com idade igual ou maior que 10 anos com índice de massa corporal (IMC) > que 25; criança e adolescente com idade maior de 10 anos e menor de 18 anos com IMC igual ou maior que 35; adolescentes e adultos com idade igual ou maior que 18 anos, com IMC maior de 40.

Pessoas com doenças respiratórias crônicas desde a infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar); asmáticos (portadores das formas graves, conforme definições do protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia); pessoas com doenças neuromusculares com comprometimento da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular); pessoas com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas.

Diabéticos; pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex: fibrose pulmonar, seqüelas de tuberculose, pneumoconioses); pessoas com doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral; pessoas com doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise; pessoas com doença hematológica: hemoglobinopatias; pessoas com terapêutica contínua com salicilatos, especialmente indivíduos com idade igual ou menor que 18 anos (ex: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki).

Portadores da síndrome clínica de insuficiência cardíaca; Pessoas portadoras de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica; hipertensão arterial pulmonar; valvulopatias; pessoas com cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular; pessoa com cardiopatia hipertensiva com disfunção ventricular; pessoa com cardiopatias congênitas cianóticas; Pessoas com cardiopatias congênitas acianóticas, não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção percutânea; Pessoas com miocardiopatias (Dilatada, Hipertrófica ou Restritiva); Pessoas com pericardiopatias.

Segundo a Epidemiologia, “não será necessária a apresentação de comprovação da vigência de doença crônica, bastando tão somente que a pessoa identifique-se como tal. Entretanto, importante que seja feita uma triagem utilizando as informações da equipe da estratégia saúde da família, de agentes comunitários de saúde, bem como dos serviços de referência no atendimento de doentes crônicos. Sugerimos, para triagem, perguntas como: nome do médico que acompanha o paciente? Onde é feito o acompanhamento? De que medicação faz uso?”.

A apresentação de documento de identidade ou de cartão de vacinação é exigida considerando que o registro da vacina no sistema de informação será feito por grupo de idade. Importante destacar que os idosos (pessoas com mais de 60 anos) portadores de algum desses agravos não serão vacinados neste momento e sim na 4ª etapa da estratégia (24 de abril a 7 de maio).

Crianças - Estão incluídos neste grupo: crianças entre seis meses e menos de dois anos. A vacinação desse grupo que se justifica pelo fato das taxas de hospitalização na vigência da pandemia terem sido elevadas em crianças muito pequenas, com um percentual de 1% a 10% daquelas que necessitaram internação e, dentre estas, 10% a 15% demandarem atenção diferenciada em unidades de cuidados intensivos e destas 2% a 9%  a óbito.

As crianças com idade entre seis meses e menos de dois anos receberão uma dose de 0,25 ml, ou seja, a metade da dose administrada nos demais grupos (0,5 ml). A vacinação, portanto, terá uma segunda dose, agendada para 30 dias depois dessa 1ª dose. De acordo com os estudos disponíveis, a administração de metade da dose da vacina em dois momentos é justificada pela necessidade de promover uma estimulação gradual do sistema imunológico da criança, ainda em formação, para não haver comprometimento da soroconversão. A proteção será completada, com a administração da 2ª dose garantindo a efetividade da vacina.

A orientação é que os pais ou responsáveis levem a caderneta de vacinação ou quando não disponível, um documento de identificação para checagem da idade e abertura de novo comprovante de vacinação.

Calendário:

Idosos (mais de sessenta anos) com doenças crônicas - 24 de abril a 7 de maio
Adultos de 30 a 39 anos - 10 de maio a 21 de maio

Serviço:
Contatos com Ângela Gonzalez, coordenado do Programa de Imunização do Município
Telefones 3521 1805/3521 1983

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