Médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e bioquímicos das redes de saúde pública e privada dos municípios pertencentes a 9a Regional de Saúde participam na próxima quinta-feira (4), a partir das 13 horas, na sede do SESC de Foz do Iguaçu, de um treinamento em diagnóstico e manejo clínico do paciente com suspeita de dengue. A ação considera aumento dos casos da doença na região, no Paraguai e Argentina, o que pode trazer conseqüências para os municípios. Foz do Iguaçu já registra 132 casos. O treinamento se repete também na sexta (5), as 8 e 13 horas.
A intenção é atender também os casos de dengue agravados do ano anterior, (dengue com complicações ou febre hemorrágica) e instituir um protocolo padrão de atendimento aos doentes, principalmente pessoas com reincidência de dengue. Estão sendo convocados principalmente profissionais de Saúde do Pronto Atendimento, Unidades de Saúde e dos Hospitais das cidades dos municípios de abrangência da 9a Regional de Saúde. Enfermeiros e médicos vão ministrar o treinamento que se repete com mesmo conteúdo para facilitar a adesão dos profissionais.
O que é a Dengue? - A dengue é uma doença grave causada por vírus (existem quatro sorotipos do vírus: 1, 2, 3 e 4) e seu principal vetor é o mosquito Aedes Aegypti. É uma doença de notificação compulsória, a confirmação da doença se dá através de exame sorológico (sangue), que deve ser coletado no sétimo dia após o aparecimento dos sintomas.
Dengue clássica: febre alta com início súbito e duração máxima de sete dias, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, podendo apresentar manchas e erupções na pele semelhante ao sarampo, náuseas e vômitos. Dengue com complicações ou febre hemorrágica: Os sintomas da dengue com complicações ou hemorrágica são os mesmos da dengue clássica.
A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alarme: dores abdominais, vômitos, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, sede excessiva e boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência num estágio mais avançado.
Protocolo de Atendimento: Todo paciente que apresentar sintomas de dengue deve procurar assistência médica nas Unidades de Saúde, onde será realizada a notificação ao serviço de Epidemiologia, e o tratamento de suporte, já no caso suspeito, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos através da hidratação oral ou endovenosa, se necessário, e uso de analgésicos e antitérmico.
De acordo com o protocolo de atendimento da dengue do Ministério da Saúde, a maioria dos pacientes com a doença vai evoluir para a forma benigna e o tratamento ambulatorial na Unidade de Saúde.
No caso da dengue se agravar, ou seja, a pessoa com dengue apresentar um ou mais dos sinais de alarme, o paciente deve retornar imediatamente ao Pronto Atendimento, pois corre o risco de estar evoluindo para as formas mais graves da dengue (hemorrágica ou dengue com complicações). Neste caso o paciente ficará sob observação constante da equipe de saúde, até o restabelecimento do seu quadro de saúde.
Prevenção: Não existe vacina contra a dengue. A única maneira de diminuir o número de casos é diminuir a população do mosquito transmissor. Para isso, a comunidade em geral deve contribuir na eliminação dos criadouros, mantendo seus quintais livres do mosquito que se desenvolve em água parada.
De acordo com dados do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), 85% dos criadouros de mosquitos são encontrados nos quintais das residências. Sendo assim, o controle desta doença depende principalmente da consciência e participação da população.
Serviço:
Mara Cristina Ripoli Meira, enfermeira da Divisão Epidemiológica do Município
Telefone: 3521 1819
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