quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Em Foz, oficinas incentivam o aleitamento materno

A Rede Amamenta Brasil, programa do Governo Federal está preparando 32 pessoas da área de saúde da fronteira especialmente para multiplicar informações sobre o aleitamento materno. O objetivo é aumentar os índices de aleitamento materno no país. O evento acontece no Refúgio Biológico da Itaipu e encerra nesta sexta (4), às 18 horas.

A proposta é formar tutores multiplicadores de informações nas unidades de Saúde Atenção Básica. Participam 34 profissionais da Saúde, sendo 22 de Foz do Iguaçu, 10 dos municípios de abrangência da 9a Regional de Saúde e dois do Paraguai. A programação prevê inclusive informações práticas nas Unidades Básicas de Saúde de Foz do Iguaçu.

Segundo a coordenadora da Rede Amamenta Brasil, Lilian Dalete, "o aleitamento é de extrema importância na infãncia e já aparece nas estatísticas de mortalidade infantil, em baixa nesta última década. A idéia é informar as mães sobre o que isto representa. Para isto estamos preparando estas pessoas, o que deve incluir todos os funcionários das unidades de Atenção Básica", disse.

A partir das oficinas, os tutores que serão orientados por técnicos de Londrina, São Paulo e do Ministério da Saúde, devem atuar em ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, bem como monitorar os índices de aleitamento materno das populações atendidas pelas unidades básicas de saúde certificadas.

A Rede Amamenta Brasil é coordenada nacionalmente pelo Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas da Secretaria da Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, representado pela área técnica da Saúde da Criança e Aleitamento Materno em parceria com o Departamento de Atenção Básica. A partir daí estão as coordenações estaduais e municipais, responsáveis pela implantação da Rede e acompanhamento das UBS nos municípios.

As ações da Rede consideram que a amamentação nos primeiros seis meses e/ou por dois anos ou mais, a criança tem melhor qualidade de vida e menor risco de adoecer e morrer, ao mesmo tempo em que tem a oportunidade de estreitar o vínculo afetivo com a mãe.

E que a mulher amamentando mais, tem menos riscos de ter complicações após o parto, câncer de mama e ovários e de desenvolver diabetes; a família, que com amamentação acabam economizando e também reforçando os laços afetivos.

E aos profissionais da Saúde, que com a inserção da unidade na Rede implica em aumento das competências dos profissionais de saúde em aleitamento materno e no estímulo pela busca por mais conhecimento.

E, finalmente ao SUS (Sistema Único de Saúde), que com o aumento das taxas de aleitamento materno, há redução de agravos à saúde das crianças e das mulheres. O País terá cidadãos mais saudáveis, evitando gastos com remédios e internações hospitalares.

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