segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Projeto piloto “Saúde na Escola” entra na reta final

Mais do que as condições de saúde das crianças que freqüentam a rede municipal de ensino, o projeto piloto “Saúde na Escola”, vai traçar um perfil da condição social e econômica desses alunos. O estudo está em fase final e deve ser concluído no dia 18 de dezembro, quando encerra a permanência e o trabalho dos estagiários do curso de enfermagem nas escolas da cidade.

O projeto piloto está sendo realizado desde o mês de agosto em dez escolas de diversos bairros da cidade, nas turmas de primeiro ano. O trabalho é desenvolvido por estudantes do curso de enfermagem da faculdade Uniamérica. No total são 60 universitários, do terceiro ano, que foram divididos em duas turmas. Trinta acadêmicos passaram os meses de agosto e setembro promovendo exames físicos e encaminhando as crianças que precisavam de atendimento aos postos de saúde. A outra turma vai concluir o trabalho nos próximos quinze dias e os dados colhidos por eles serão tabulado junto com o primeiro grupo para traçar o perfil sócio-econômico e de saúde dos estudantes.

De acordo com a coordenadora do curso de enfermagem da Uniamérica, Cristiane Ortega, em algumas escolas, por serem pequenas, foi possível concluir o trabalho com as turmas do primeira ano, durante a atuação do primeiro grupo de acadêmicos e por isso os estagiários agora estão atendendo os alunos do segundo ano.

O programa “Saúde na Escola”, prevê a promoção de exames físicos nos estudantes verificando a acuidade visual, auditiva, esquema vacinal, higiene bucal, postura, detecção de baixo peso e obesidade. Ao detectar qualquer problema envolvendo a saúde do estudante ele é encaminhado ao posto de saúde próximo à escola, onde estagiários de enfermagem também estão atuando. Eles são responsáveis pelo agendamento da consulta com médicos, especialistas, fisioterapeutas e dentistas.

No balanço realizado na primeira etapa do projeto foram identificados e encaminhados para atendimento médico especializado várias crianças com suspeita de diabetes, hipertensão arterial e problemas visuais.A intenção é melhorar a qualidade de saúde dos alunos, pois isso se reflete no aprendizado em sala de aula.

Além dos exames foram promovidas palestras para atender a toda a comunidade escolar das unidades atendidas de acordo com a realidade de cada uma. Foram feitas orientações e trabalhos informativos por meio de teatro sobre higiene, piolhos e nutrição. Também teve escola em que foi trabalhada a educação sexual com os estudantes de quarta série.

As escolas que estão sendo atendidas pelo projeto são Adele Zanotto (Jardim Boa Esperança), João da Costa Viana (Três Lagoas), João Adão (Jardim Santa Rita), Olímpio Rafagnin ( Parque Imperatriz), Três Bandeiras (Jardim Três Bandeiras), Ponte da Amizade (Jardim Jupira), Elenice Milhorança (Jardim América), Vinícius de Moraes (Jardim das Flores), Cecília Meireles (Parque Ouro Verde), Professora Lúcia Marlene (Vila Yolanda).

A localização dessas unidades, que estão próximas a favelas e também de bairros de classe média, revelou diferentes perfis das crianças atendidas pela rede de ensino. Entre eles, que muitos dos alunos são criados pelos avós. Mas todos os dados tanto de saúde, social e econômico deverão ser tabulados e apresentados até o dia 20 de dezembro.

Segundo a secretária de Educação, Joane Vilela, com base nessas informações será traçado o plano de ação do projeto para o próximo ano, que pretende estender o atendimento a toda rede municipal. Além da Uniamérica, também irá trabalhar em parceria com as secretarias municipais de Educação e Saúde, a universidade Unioeste. A participação será também com alunos do curso de enfermagem.

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