Profissionais da 9ª Regional de Saúde e dos nove municípios da sua área de abrangência participaram, na quinta-feira, 19, de uma capacitação visando à implantação da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa. O documento, semelhante ao voltado à criança e à mulher, está em implantação com base em um projeto piloto do Ministério da Saúde, que visa a atingir 72% dos idosos incluídos no Programa de Saúde da Família (PSF) em todo o Brasil.
"A meta é poder fazer o levantamento de dados do idoso no Brasil inteiro e em especial no Paraná, onde está sendo implantada, e também fazer um atendimento mais adequado a esta população, pois como a caderneta é voltada a questões das doenças características da velhice e do processo de envelhecimento, o idoso irá carregá-la todo o tempo, e numa situação de emergência que ele possa passar, por exemplo, o médico poderá atendê-lo com uma qualidade melhor, pois terá todas as informações no documento", sintetizou a técnica da Divisão de Saúde do Adulto e do Idoso da Secretaria de Estado da Saúde e gerontóloga Schirley Folador Scremin. No documento, além do histórico médico, há informações de onde o cidadão acima de 60 anos atendido pelo PSF mora e a quem informar em caso de urgência.
Segundo Schirley, que ministrou a capacitação em Foz, trabalhos semelhantes têm sido executados nas demais regionais do estado. Nos encontros, são repassados detalhes de como preencher a caderneta e qual a função, além de ser mostrados os benefícios que o documento trará. Conforme ela, o documento já está em uso em cidades da regional de Apucarana, e em outras regionais onde a abordagem foi voltada apenas aos técnicos da Sesa — diferentemente do encontro em Foz — que repassaram aos municípios que também já implantaram. Cidades da região metropolitana de Curitiba também já contam com o documento, colocando o estado em posição pioneira.
"O Paraná sempre costuma ser mais rápido nestes processos. Ficamos bem satisfeitos em dizer que temos sido referência nacional em todos os aspectos referentes ao idoso, e provavelmente o estado é um dos precursores. Imagino que o Rio Grande do Sul também esteja acompanhando, assim como Santa Catarina. Na verdade, a Região Sul tem início mais precoce dos atendimentos", comemorou.
Segundo a gerontóloga, ainda não se pode estimar quantos idosos serão atendidos no estado pelo novo documento justamente por o PSF atingir as famílias como um todo, e não ser possível saber quantos cidadãos acima de 60 anos são atendidos. "Mas com o preenchimento da caderneta, teremos este levantamento mais profundo", encerrou.
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