terça-feira, 1 de setembro de 2009

Em Foz, campanha antirrábica já vacinou mais de 24 mil animais

Em Foz do Iguaçu, a campanha contra a raiva transmitida por animais já vacinou 24.909 animais, sendo 22.331 cães e 2.578 gatos. O trabalho desenvolvido por agentes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) prevê dezenove dias úteis de vacinação casa a casa, sempre das 8 às 14 horas. A meta é vacinar 52 mil cães e 6.500 gatos. A orientação é que as pessoas colaborem com a campanha e com a saúde pública facilitando a vacinação dos seus animais.

A campanha envolve 134 agentes de endemias que nesta primeira semana vão estar distribuídos em equipes nas seguintes localidades: Vila C, Cidade Nova, Três Bandeiras, Vila A, Três Fronteiras, Jardim Jupira, Vila Pérola, Maracanã, Jardim Itália, Boicy e Vila Adriana. A vacinação acontece casa a casa. A dose é gratuita e acontece apenas se o morador estiver em casa no momento da passagem dos vacinadores.

Os moradores que não se encontram em casa recebem um aviso da passagem dos agentes de endemias com orientações de que devem procurar o CCZ, no Jardim Ipê, no horário das 8 às 14 horas, levando os animais para tomar a dose contra a raiva que é gratuita. A princípio, a campanha não prevê o retorno dos moradores às casas.

O que é? – A raiva, também conhecida como hidrofobia é uma doença causada por um vírus. O agente causador da raiva pode infectar qualquer animal de sangue quente, porém só irá desencadear a doença em mamíferos, como: exemplo cachorros, gatos, ruminantes e primatas (homens).
O vírus da raiva tem um modo de transmissão característico, pois a infecção de novos hóspedes por mordida depende da sua capacidade de provocar agressividade no doente. Ele o faz através de infecção dos centros nervosos do cérebro que controlam os comportamentos agressivos. É transmitido através da mordida de animais como cachorro, morcego e muitos outros.

O vírus está presente na saliva do animal e é introduzido nos tecidos após a integridade da pele ficar comprometida pela mordida. A progressão nos animais é semelhante à dos seres humanos (ver mais adiante). Os animais selvagens perdem o medo e os mais dóceis animais de estimação tornam-se agressivos. A vacina contra a raiva foi desenvolvida pelo microbiologista francês Louis Pasteur, em 1886. O período de incubação da doença (intervalo entre a exposição ao vírus e o início da doença) é em média de 1 a 3 meses, nunca sendo menos de 3 semanas e podendo ir raramente até dois anos.

Após a mordida ou arranhadura de animal selvagem, a ferida deve ser lavada cuidadosamente com água e sabão. É importante que pessoas mordidas por animais selvagens ou cães não vacinados, mesmo que não saibam se estavam raivosos, consultem imediatamente o médico e recebam a vacina no próprio dia ou no dia seguinte. Dependendo do local da lesão (face, por exemplo), o vírus pode chegar ao sistema nervoso central antes de a vacina ter efeito, levando a danos fatais.

Serviço:

Contatos com Luciana Chiyo, veterinária responsável pela campanha, CCZ
Telefone: 3524-2719

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