segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Segunda etapa da campanha nacional contra a pólio será dia 22

A Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu promove no próximo dia 22 de agosto, a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil. A meta é vacinar 24.923 crianças de até cinco anos, o que representa 95% da população alvo. A campanha terá dia especial em postos de vacinação instalados em pontos estratégicos, entre farmácias, escolas, supermercados, aeroporto, Parque Nacional e Ponte da Amizade e em todas as unidades de Saúde do município.

Segundo a enfermeira Ângela González, coordenadora do Programa de Imunização Municipal, os pais precisam ficar atentos e não deixar de vacinar as crianças. A poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil, é uma doença grave. Além de deixar sequelas irreversíveis, pode levar à morte. A doença é causada e transmitida por um vírus que entra no organismo via oral.

A doença foi erradicada no Brasil graças às campanhas e as gotinhas ofertadas todos os anos. A dose acaba protegendo as crianças, o que vem sendo possível com a colaboração dos pais. A orientação é que os pais levem a carteirinha de vacinação. Assim, caso alguma vacina esteja atrasada, poderão aproveitar para atualizar o esquema básico de imunização. A dose da Sabin será ministradas das 8 às 17horas.

No Brasil, em 1989, foi registrado o último caso da doença e, em 1994, o país obteve o certificado internacional de erradicação da transmissão autóctone do poliovírus selvagem. O fato é que ainda há risco de reintrodução no país, devido à importação de casos provenientes de países endêmicos, como Nigéria, Índia, Paquistão e Afeganistão.

Segundo o programa nacional, o Brasil vem mantendo suas coberturas vacinais e tem alcançado altos índices, mas existem fatores de risco que podem ocasionar a reintrodução do vírus, entre eles, o intenso fluxo de viajantes internacionais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a expectativa é vacinar mais de 1,2 milhão de crianças.

A poliomielite é transmitida por vias respiratórias (tosse, fala ou espirro) ou pelas fezes contaminadas – nesse caso pode persistir até 17 semanas no ambiente. A doença ataca, principalmente, membros inferiores e provoca a perda de sensibilidade. Os reflexos dos membros atingidos também são comprometidos. As seqüelas são irreversíveis e a imunização é a única forma de prevenção, uma vez que cria uma barreira imunológica contra o vírus que protege a criança por toda a vida.

Serviço:

Contatos com a enfermeira Ângela Gonzalez, coordenadora da campanha
Telefones: 3521 1801/3521 1844/3521 1805