Em Foz do Iguaçu, a campanha contra a raiva transmitida por animais já vacinou 9.489 animais entre cães e gatos. O trabalho desenvolvido por agentes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e prevê dezenove dias úteis de vacinação casa a casa, sempre das 8 às 14 horas. A meta é vacinar 52 mil cães e 6.500 gatos. A orientação é que as pessoas colaborem com a campanha e com a saúde pública facilitando a vacinação dos seus animais.
A campanha vai envolver 134 agentes de endemias que nesta primeira semana vão estar distribuídos em equipes nas seguintes localidades: Vila C, Cidade Nova, Três Bandeiras, Vila A, Três Fronteiras, Jardim Jupira, Vila Pérola, Maracanã, Jardim Itália, Boicy e Vila Adriana. A vacinação vai acontecer casa a casa. A dose é gratuita e vai acontecer apenas se o morador estiver em casa no momento da passagem dos vacinadores.
Os moradores que não estiverem em casa vão receber um aviso da passagem dos agentes de endemias com orientações de que devem procurar o CCZ, no Jardim Ipê, no horário das 8 às 14 horas, levando os animais para tomar a dose contra a raiva que é gratuita. A princípio, a campanha não prevê o retorno dos moradores às casas.
O que é? – A raiva, também conhecida como hidrofobia é uma doença causada por um vírus. O agente causador da raiva pode infectar qualquer animal de sangue quente, porém só irá desencadear a doença em mamíferos, como: exemplo cachorros, gatos, ruminantes e primatas (homens).
O vírus da raiva tem um modo de transmissão característico, pois a infecção de novos hóspedes por mordida depende da sua capacidade de provocar agressividade no doente. Ele o faz através de infecção dos centros nervosos do cérebro que controlam os comportamentos agressivos. É transmitido através da mordida de animais como cachorro, morcego e muitos outros.
O vírus está presente na saliva do animal e é introduzido nos tecidos após a integridade da pele ficar comprometida pela mordida. A progressão nos animais é semelhante à dos seres humanos (ver mais adiante). Os animais selvagens perdem o medo e os mais dóceis animais de estimação tornam-se agressivos. A vacina contra a raiva foi desenvolvida pelo microbiologista francês Louis Pasteur, em 1886. O período de incubação da doença (intervalo entre a exposição ao vírus e o início da doença) é em média de 1 a 3 meses, nunca sendo menos de 3 semanas e podendo ir raramente até dois anos.
Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). A raiva tem a maior taxa de fatalidade de casos de todas as doenças infecciosas, superando outros vírus temidos como o HBV, HCV, HIV, Ebola e os agentes da dengue e febre-amarela. Embora o prognóstico após o estabelecimento dos sintomas seja sombrio, a administração de profilaxia pós-exposição precoce logo após o acidente com animal suspeito (o que inclui limpeza da lesão e imunização ativa e passiva) atinge resultados muito satisfatórios.
Todavia, não há tratamento estabelecido para a raiva. Até o momento, todas as terapias antivirais falharam, assim como o uso de cetamina e indução de coma terapêutico. Trata-se de uma doença quase sempre fatal. Apenas 6 casos de sobreviventes (após infecção sintomática) foram documentados - ainda que destes, 5 já eram vacinados antes da inoculação do vírus.
Após a mordida ou arranhadura de animal selvagem, a ferida deve ser lavada cuidadosamente com água e sabão. É importante que pessoas mordidas por animais selvagens ou cães não vacinados, mesmo que não saibam se estavam raivosos, consultem imediatamente o médico e recebam a vacina no próprio dia ou no dia seguinte. Dependendo do local da lesão (face, por exemplo), o vírus pode chegar ao sistema nervoso central antes de a vacina ter efeito, levando a danos fatais.
Serviço:
Contatos com Luciana Chiyo, veterinária responsável pela campanha, CCZ
Telefone: 3524-2719
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